Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

 

Excelente entrevista concedida por Alice Vieira e publicada hoje no jornal Público…
 
“Tem de haver regras em casa, como na escola”

Para a escritora Alice Vieira, os pais antes de se envolverem na vida da escola, devem assumir o seu papel como primeiros educadores.

Os pais têm de ser mais envolvidos na vida da escola?
Sim, mas não podem delegar tudo na escola. A questão da violência é um reflexo do que os miúdos trazem de casa. Os pais têm que se envolver mais não apenas para saber as notas do filho ou se o professor falta. A casa é a primeira escola da criança e se em casa não recebe o mínimo de condições, não sabe como estar com os outros, chega à escola e é o que se assiste. Às vezes parece que os pais de agora têm medo de actuar, de falar com os miúdos. Tem de haver limites e os miúdos precisam e querem que esses sejam estabelecidos. Tem de haver regras em casa, como na escola.

Os pais compreendem a contestação dos professores?
Quando há uma greve, os pais pensam: “Que chatice e agora onde é que deixo as crianças?” Há muitos pais que compreendem. Agora outras camadas... Quando os professores se queixam que estão mais horas nas escolas, as pessoas pensam que eles não querem trabalhar. Mas também penso que já perceberam que os professores têm muitas razões.

As manifestações e greves podem levar os pais a transferir os filhos para a escola privada?
Antes, a escola pública era melhor. Se calhar, agora já não é por causa destas convulsões e porque os professores bons se vão reformando. Compreendo que os pais se preocupem e optem por uma privada ou por mandar os filhos para fora.
 
Para ler a entrevista completa clique aqui
 
RFaria

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publicado por r às 14:37 | link do post | comentar

2 comentários:
De Odete Pinto a 20 de Janeiro de 2009 às 14:43
Excelente, de facto. Sobretudo vindo quem vem - Alice Vieira é viúva de Mário Castrim. Para quem não saiba, julgo que uma pesquisa no Google esclarecerá, pelo menos em parte.

O "politicamente correcto" ou o "medo" de chamar os "bois pelo nome" conduziu a este estado de coisas. As impunidades, de cima a baixo, também têm ajudado.

França, Inglaterra e Espanha viveram já esta situação na educação - em França e Inglaterra foi muitíssimo grave.

Resolveram os 3 países responsabilizar os pais, podendo até resultar em prisão. Nós por cá vamos encolhendo os ombros, até um dia.

Penso que os professores, após a conturbada fase de avaliação, terão que ser respeitados e, para isso, têm que se dar ao respeito.
E não é seguramente indo dar aulas de calções ou com vestuário transparente a deixar ver o fio dental...

Há um 'pequeno-grande pormenor' que me deixa perplexa: todos os colégios privados exigem uniforme ou bata; porque é que não é assim no ensino básico público?

As escolas transformaram-se em desfile de marcas, do vestuário ao estojo e à mochila!
Há inclusivamente crianças e jovens que se recusam a ir à escola se não tiverem tudo de marca. E os pais, a quem não sobra dinheiro no fim do mês, vão na conversa.

A bata não será muito mais democrática?
Responda quem souber.





De Hugo Wever a 31 de Maio de 2009 às 20:15
Ainda há uns dias uma criança que aparentava ter 5 anos dava palmadas na mãe e dizia: "Tu mereces! Tu mereces!". Brincadeira? Sabe-se dos estudos de psicologia que a influência sofrida na infância, mas também na adolescência condiciona a vida adulta.
Apenas para reflexão, podemos ler: http://ojornaldafamilia.blogspot.com/2009/01/violencia-dos-filhos-sobre-os-proprios.html uma leitura parcial da realidade que nos é exposta, mas que, por isso, nos faz reflectir.
Seja como for (http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=646561 e http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1177188 ) nas escolas aumentam as agressões físicas aos docentes - culminar inaceitável de uma situação que não é reconhecida ser problema da sociedade. Continua a querer circunscrever-se o problema à sacralizada "autonomia"-escola (tão na moda) ou mesmo ao "professor-em-avaliação-que-te-safes" (dependendo da escola).
Numa turma de 28 alunos qual o exemplo de um aluno que acha normal bater ("a brincar") na mãe? Será o único aluno-problema? Será o único aluno a requerer métodos ou estratégias de ensino individualizado?
Havendo uma escola de ensino privado nas imediações: A opção "privado" não está restrita a algumas famílias?Que consequências advêm para as escolas públicas na região a existência de escolas privadas?
Poder-se-ia pensar na hipótese de instituir em Portugal o "cheque-ensino": Cada aluno teria dieito a receber um determinado valor em "cheque-ensino" a entregar na escola da sua escolha. .. A questão seria: Esta nova situação seria bem vista pelas escolas privadas?
Este assunto é bem mais complexo ainda: A escola a tempo inteiro pretende, no fundo, ocupar as crianças de forma a deixar os pais livres para aumentar o PIB nacional; desumanizando a população e desinvestindo na educação em casa. A preço de saldo ( 6-12Euros por hora) um adulto toma conta de uma turma...
Não se compreende como é que pode ser pedagogicamente defendido que uma educação plural seja feita quase exclusivamente na escola, mas depois a família e muitas vezes a própria sociedade dê indicações e exemplos contrários.
A escola a tempo inteiro seria uma excelente implementação, mas não com várias debilidades que se lhe podem ser apontadas. A família está primeiro. Se não está, alguém tenha a coragem de assumir isso mesmo e instituem-se colégios internos nacionais (!). Se está: pelo menos um pai deve poder estar com a criança depois das 17h. Deve haver um programa institucionalizado de educação para ser pai e mãe (ensine-se para além do sexo a responsabilidade do acto de...)
Porque não também o "cheque-AEC"?
Permitiria aos pais andar de cavalo, aprender violino, a cantar, tocar na banda, num sem número de colectividades que aderissem e fossem aprovadas...favoreceria o associativismo e o dinamismo cultural e não deixava de permitir as actuais propostas válidas.
Mais uma vez: Se o objectivo é empregar professores, então tenha-se a coragem de empregar professores onde fazem falta: no ensino especial, nos apoios, dividindo as turmas, no ensino de adultos, nas relações com as famílias,...
Quanto à compreensão da opinião pública dos motivos dos professores:
Os professores dos escalões mais elevados estão a reformar-secom penalizações e, no entanto, quem está a três anos de se reformar nem tem de ser avaliado.
Este poderia ser um motivo para que os pais reflectissem acerca dos professores "que recebem fortunas e não fazem nada".Mas os pais não têm de compreender a razão da contestação de outros trabalhadores. -Apesar de isso poder ser socialmente solidário e culturalmente sensato; mas devem aceitar essa contestação. Sempre. Em Democracia. Deveriam também ter a noção de que, até agora, as contestações não têm afectado o funcionamento das escolas ou os "clientes finais"-alunos (na linguagem da Gestão da Qualidade Total que agora tanto se pretende utilizar.): Porque os prof., na sua esmagadora maioria são ou foram pais (mães) e porque sentem bem de perto a responsabilidd que têm e a que têm que assumir cada vez mais.
Determinação e coragem. São valores que se prezam. Sejam estes sempre guiads pela temperança e humanismo, balizados num campo a que se chama há muito tempo Ética.
Foram tomadas opções cegas. Agora é necessário ter de novo coragem


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