Na secção da Amadora e da Damaia as eleições são amanhã, 13 de Fevereiro, das 17 h às 22 horas.
Nas secções da Brandoa, Buraca e Alfragide as eleições são também amanhã mas das 18 h às 22 horas.
Cerca de 73 mil militantes socialistas votam sexta-feira e sábado para eleger pela terceira vez José Sócrates secretário-geral do PS, numas directas que envolvem 730 secções, mas em que a participação dificilmente atingirá 40 por cento.
Segundo dados do presidente da Comissão Organização do Congresso (COC) do PS, o eurodeputado Capoulas Santos, o partido do Governo conta actualmente com 73104 militantes inscritos, mas apenas poderão votar nas eleições directas deste fim-de-semana quem tiver mais de seis meses de filiação e quem pagar (por Multibanco ou transferência bancária) as quotas do segundo semestre de 2008 até ao dia do acto eleitoral.
Em 2004, quando José Sócrates teve a oposição de Manuel Alegre e de João Soares na corrida à liderança, o actual líder venceu com cerca de 78 por cento dos votos e registou-se uma participação - então considerada 'record' - de 35 mil militantes.
Em Novembro de 2006, quando foi pela primeira vez reeleito sem oposição, Sócrates obteve 96,8 por cento dos votos, tendo participado no acto eleitoral 26.553 militantes, num universo de cerca de 90 mil. Além do secretário-geral, os militantes socialistas votam também sexta-feira e sábado para eleger 1729 delegados para o congresso do PS, que se realiza entre 27 deste mês e 01 de Março, em Espinho.
Estes 1729 delegados, que possuem pleno direito de voto no congresso, terão de estar vinculados a uma das três moções de orientação política global em disputa e que são encabeçadas por José Sócrates, pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo, António Fonseca Ferreira, e pelo professor universitário António Brotas.
Sendo muito provável que a esmagadora maioria dos delegados eleitos saia da moção do actual primeiro-ministro, a dúvida reside em saber se as moções de Fonseca Ferreira e de António Brotas conseguirão eleger o número mínimo de 50 delegados para que as suas propostas políticas possam ser discutidas em congresso.
No congresso de 2006, em Santarém, as moções de Fonseca Ferreira e da então militante socialista Helena Roseta apenas foram discutidas porque os delegados afectos a José Sócrates emprestaram assinaturas para que estas atingissem o número mínimo de 50 subscritores.
Segundo o presidente da COC, os resultados das eleições directas para o cargo de secretário-geral e para a eleição de delegados deverão ser anunciados formalmente no sábado.
Além dos 1729 delegados eleitos pelas bases socialistas, no congresso de Espinho estarão ainda 133 delegados inerentes com direito a voto. Fazem parte deste último universo o secretário-geral, o presidente do partido, os membros do Secretariado, da Comissão Política Nacional, os presidentes dos grupos parlamentares (Assembleia da República, Parlamento Europeu e parlamentos regionais), os presidentes das federações, membros da JS da Comissão Política do PS e líderes da tendência sindical, associação de autarcas e departamento das mulheres.
No plano teórico, poderão ainda participar no congresso mais cerca de mil delegados com direito de intervenção, embora sem direito a voto. Estão neste grupo os membros da Comissão Nacional do PS, membros do Governo e de executivos regionais filiados neste partido, presidentes de câmaras e de assembleias municipais socialistas, primeiros eleitos pelos socialistas em autarquias em que o PS foi derrotado, deputados regionais e presidentes de comissões políticas concelhias.
«Esperamos que no congresso de Espinho estejam presentes cerca de 2500 delegados, somando os que têm direito a voto e os que não têm», disse à agência Lusa Capoulas Santos. Além da aprovação da moção de orientação política global do PS para os próximos dois anos, os congressistas vão ainda votar em moções sectoriais, cujo prazo de entrega apenas termina no próximo dia 23.
RFaria